domingo, 26 de abril de 2009

No Brasil


No Brasil ainda sofremos grande influência da cultura africana. Ela está nos cabelos, no pescoço, nas roupas, nas músicas, nas danças e no gingado brasileiro! A cultura afro-brasileira mais forte que temos ainda está no Estado da Bahia. Lá há uma forte influência cultural por ter sido nossa primeira capital, onde os negros eram levados para trabalhar , e quando libertos, lá serviam como trabalhadores livres.
Com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, o número de desemprego subiu muito, já que era uma época em que imigrantes europeus estavam vindo com a promessa de trabalho. Os grandes fazendeiros, por causa da vista que tinham de negro ter sido sempre escravo, preferia pagar para os europeus que pagar para um ex-escravo, tornando evidente os sinais do racismo.
Nos dias atuais, há um sistema de cota para pretos, pardos e índios, e creio eu que isso só irá acentuar ainda mais o problema do preconceito, já que essas classes divididas em raças têm privilégios que outros não tem.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Cufa


O sol nasce para todos, pelo menos assim deveria ser. Mais para alguns não nasce, o sol não nasceu mesmo para alguns jovens, mais como sempre tem uma saída, nasceu a cufa onde venho também os raios de sol, para essas jovens, porque quem vai fazer o sol brilha realmente são os jovens. oque é a cufa?
A CUFA – Central Única das Favelas – é uma organização sólida, reconhecida nacionalmente pelas esferas políticas, sociais, esportivas e culturais. Foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.Tem o rapper MV Bill como um de seus fundadores, este que já recebeu diversos prêmios devido à sua ativa participação no movimento Hip Hop. Por exemplo, a UNESCO o premiou como uma das dez pessoas mais militantes no mundo na última década. Além dele, a CUFA conta com Nega Gizza, uma forte referência feminina no mundo do Rap, conhecida e respeitada por seu empenho e dedicação às causas sociais. Nega Gizza é também Diretora do HUTÚZ, o maior festival de Rap da América Latina, que é produzido pela CUFA.
O Hip Hop é a principal forma de expressão da CUFA e serve como ferramenta de integração e inclusão social. Por ser um movimento que, há 20 anos, sobrevive se delineando nos guetos brasileiros mesmo sem o apoio da mídia, ele cresce e se fortalece a cada dia, arrebatando admiradores de todas as camadas sócio-econômicas e deixando para trás o rótulo de “cultura do excluído”. Ao longo de sua existência, o Hip Hop vem criando um movimento forte, atraente, com grande potencial, e segue abrindo portas para novos nichos comerciais ainda não explorados.Através de uma linguagem própria, a CUFA pretende ampliar suas formas e possibilidades de expressão e alcance. Assim, ela vai difundindo a conscientização das camadas desprivilegiadas da população com oficinas de capacitação profissional, entre outras atividades, que elevam a auto-estima da periferia quando levam conhecimento a ela, oferecendo-lhe novas perspectivas.Agindo como um pólo de produção cultural desde 1999, através de parcerias, apoios e patrocínios, a CUFA forma e informa os cidadãos do Rio de Janeiro e dos outros 25 Estados brasileiros, além do Distrito Federal. Dentre as atividades desenvolvidas pela CUFA, há cursos e oficinas de DJ; Break, Graffiti, Escolinha de Basquete de Rua, Skate, Gastronomia, Audiovisual e muitas outras. São diversas ações promovidas nos campos da educação, esporte, cultura e cidadania, com mão-de-obra própria.A equipe CUFA é composta, em grande parte, por jovens formados nas oficinas de capacitação e profissionalização das bases da instituição e oriundos das camadas menos favorecidas da sociedade; em sua maioria, moradores de comunidades carentes.Dentre as ações que imprimem legitimidade ao trabalho desenvolvido pela CUFA, vale a pena lembrar o já citado HUTÚZ – único evento de grande porte e expressão focado exclusivamente no Hip Hop, sendo um marco, um referencial para esta cultura. Além dele, existe a LIIBBRA – Liga Internacional de Basquete de Rua, que surgiu através de uma atitude orgânica dentro do HUTÚZ 2003, quando jovens improvisaram jogadas de basquete com uma cesta de lixo, o que fez com que esta modalidade esportiva ganhasse espaço no HUTÚZ 2004 e um campeonato nacional em 2005.Atualmente, CUFA, HUTÚZ e LIIBBRA são marcas de identidade singular, iniciativas sem precedentes, que fidelizaram seu próprio público. Pois, ainda que este não seja necessariamente ligado às áreas de atuação de cada uma dos eventos, a própria CUFA, enquanto instituição, faz a diferença.
Alem do Mv Bill e Nega gizza tem muitos outros espalhados pelo o Brasil, hoje a cufa esta em varias cidades e estados aqui em londrina têm cufa, é verdade. Eu tive oportunidade de ir a um evento aqui em londrina, fiquei muito feliz pelo aquilo que vi. Em breve vou por a entrevista com o Julio uma das pessoas que fez a cufa ser uma realidade em Londrina. Tirando tantos jovens das ruas. Aguardem!!!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Noticias

Amigos, estou no Mato Grosso do Sul. fazendo uma visita ao Estado, mais logo estarei Postando novas coisas, muitas coisas já esta sendo escritas, Aguardem

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Barak Obama e o Direito a igualdade

Barak Obama é o novo presidente dos Estados Unidos, será que este fato possibilitará que crianças negras de Salvador e do Brasil sonhem e quem sabe se preparem para ocupar cargos públicos de primeiro escalão? Será que um dia elas poderão atingir cargo de prefeito, governador ou presidente da República? Seria este fato aceito naturalmente em uma sociedade que se auto-afirma democrática racialmente?

sábado, 24 de janeiro de 2009

A Revolta dos Malês está completando 174 anos. Movimento que explodiu em 25 de janeiro de 1835, foi uma das mais importantes rebeliões de negros e negras da história do País. Praticamente omitida pela historiografia oficial, a Revolta é uma lição de garra e luta pela liberdade, mas também uma demonstração do grau de perversidade das elites dominantes.
A Revolta foi planejada por um grupo de africanos muçulmanos, de origem haussa e nagô, chamados de malês, devido ao fato de que, em ioruba, muçulmano é imale. Faziam parte do grupo, dentre outros, Ahuma, Pacífico Licutan, Luiza Mahin, Aprício, Pai Inácio, Luís Sandim, Manuel Calafate, Elesbão do Carmo, Nicoti e Dissalu. A data escolhida, o amanhecer de 25 de janeiro, coincidia com um dia importante do ponto de vista religioso: o fim do mês sagrado muçulmano, o Ramadã, e dos tradicionais festejos religiosos dedicados a Nossa Senhora da Guia, que manteriam ocupados os católicos.
O objetivo da conspiração era libertar seus companheiros islâmicos e negros em geral e matar brancos e mulatos considerados traidores. Uma meta que traduzia a complexa combinação entre escravidão negra e perseguição religiosa, imposta pelos colonizadores católicos.
Dois aspectos principais influenciaram todo o processo. Em primeiro lugar, diferentemente da maioria dos negros, que compunham mais da metade dos cerca de 20 mil habitantes de Salvador, os malês sabiam ler e escrever em árabe. Além disso, boa parte dos líderes da Revolta era formada por negros de ganho (escravos que faziam serviços urbanos, artesanato ou vendas, recebendo algo por isso) o que não só facilitava sua circulação pela cidade, mas também possibilitou que muitos deles comprassem sua alforria e, nos meses que anteriores à Revolta, adquirissem armas.
Nos dias que antecederam o levante houve uma intensa movimentação, sobretudo de escravos vindos do Recôncavo Baiano para Salvador. Viriam unir-se ao líder Ahuma, que havia sido preso e estava sendo brutalmente castigado. Além disso, o respeitado Alufá Pacífico Licutan, vítima de constantes maus tratos por parte de seu senhor, também se encontrava preso na cadeia municipal. É certo que as agressões sofridas por esses dois mestres foi o estopim para por em prática a revolta há muito planejada.
O número de pessoas envolvidas na preparação da rebelião (entre libertos, escravos, islâmicos e gente que professava outras religiões) varia de acordo com a documentação entre 600 e 1.500, a maioria esmagadora deles nascidos na África. Traição e massacre
Antes mesmo de eclodir, a Revolta foi denunciada por uma negra ao juiz de paz. A polícia invadiu, na noite de 24 de janeiro, a residência de Manuel Calafate, um dos locais de encontros e reuniões de africanos de fé islâmica. Resistindo à polícia, partiu dali um grupo de escravos que tentou assaltar a cadeia, ainda então instalada na parte baixa do prédio da Câmara Municipal. Outro grupo procurou avisar escravos e libertos malês que trabalhavam nas residências de cônsules e comerciantes estrangeiros. Reuniram-se cerca de 50 a 60 homens armados com pistolas, lanças, espadas e facas. Foram esses os que, primeiro, combateram com a polícia e atacaram o quartel que controlava a cidade.
De forma desorganizada, a Revolta tomou a cidade, mas, devido à inferioridade numérica e de armamentos, acabou sendo massacrada pelas tropas da Guarda Nacional, pela polícia e por civis armados que estavam apavorados ante a possibilidade do sucesso da rebelião negra.
Durante os confrontos, morreram cerca de 70 negros e aproximadamente 10 soldados das forças repressoras. Com a derrota, centenas foram presos, sendo condenados à deportação (muitos para a África, algo até então inédito no Brasil), a brutais castigos ou à pena de morte. Na seqüência do evento, instalou-se na Bahia, sobretudo em Salvador e Santo Amaro, a mais generalizada e cruel repressão contra os escravos que estendeu a perseguição a outros malês. O temor provocado pela rebelião foi tamanho que a corte imperial proibiu a transferência de qualquer escravo baiano para qualquer outra região do país.
Acima de tudo, apesar de derrotada, a Revolta serviu como inspiração fundamental para as lutas contra a escravidão, não só pelo exemplo que forneceu, mas também pelo envolvimento de muitos de seus líderes e participantes, como Luiza Mahin, em outros processos.
Luíza Mahin
Esta africana guerreira teve importante papel na Revolta dos Malês. Pertencente à etnia jeje, alguns afirmam que ela foi transportada para o Brasil, como escrava; outros se referem a ela como sendo natural da Bahia e tendo nascido livre por volta de 1812. Em 1830 deu a luz a um filho, Luis Gama, que mais tarde se tornaria poeta e abolicionista e escreveria as seguintes palavras sobre sua mãe: "Sou filho natural de uma negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã".
Luiza Mahin foi uma mulher inteligente e rebelde. Sua casa tornou-se quartel general das principais revoltas negras que ocorreram em Salvador em meados do século XIX, dentre elas a chamada Grande Insurreição, de 1835. Luiza conseguiu escapar da violenta repressão desencadeada pelo Governo da Província e partiu para o Rio de Janeiro, onde também parece ter participado de outras rebeliões negras, sendo por isso presa e, possivelmente, deportada para a África.

Os 174 anos da Revolta dos Malês

sábado, 17 de janeiro de 2009

RELIGIÕES: ORI, BORI, FOLHAS E SACRIFÍCIOS

Ori - Mito e Crença Afro-BrasileiraOri é a massa elementar que comanda o ser humano como um todo. Ele é a alma, a personalidade e o destino. Tudo se realiza com sua permissão.Diz o Oriki: Nada se faz se Ori não permitir!Ori - Alma e PersonalidadeOri tem a propriedade de ser controlador. Além de guiar a vida, comanda todas as atividades, físicas ou não. Ele armazena em um só local todas as informações necessárias para a existência do homem. Nele encontramos o Asé (força) que forma a personalidade do ser e faz com que cada um pense e haja de forma diferente.
Ori guarda todas a s chaves para o êxito da vida do homem, ou seja, inteligência, bons pensamentos e memória. Estas são qualidades do homem que integram Ori.
Ori tem a função de gestar o Asé do homem, ou seja, ele amadurece todos os Pensamentos, transformando-os ou aprimorando toda e qualquer idéia que passe Por ele.
Ori é independente do ser (corpo físico) e embora esteja ligado a ele, suas funções comandam todas as outras.
Ori recebeu três coisas essenciais para sua existência: A preparação para a vida na Aiye (terra) A preparação para a Iku (morte) e A preparação para a vida no Orum (céu) Isto possibilita que no Aiye exista a união Ori + Ara (corpo + cabeça). Mas atenção: mesmo que haja separação, no caso de morte, Ori nunca morre.
No caso de morte, Ori e Eledá (alma) se juntam e, caso necessário, realizam rituais como: Asese (vigília): para que possa haver a separação; Orisá Olori (senhor da Cabeça) e Ori, para que a alma ou o espírito possa seguir seu caminho no Plano astral.
Por ser uma parte concentradora de energias benéficas e maléficas, deve-se Ter todo cuidado ao deixar o Ori na mão de estranhos, mesmo que seja para Um simples carinho ou ritual. Lembrem-se que o sucesso ou fracasso depende do Ori e suas qualidades.
Algumas saudações: Olorire - pessoa de boa cabeça Olori Buruku - pessoa possuidora de cabeça ruim.
Nos próximos segmentos veremos mais sobre o culto a Ori, ou seja, Bori.
Oloye Henrique OmoafaiyáNascido em Nazaré das Farinhas, interior da Bahia, é filho da mistura de negros e brancos. Foi iniciado espiritualmente pela Iyalorisa Obá Aganju, no Asé Engenho Velho, onde recebeu o título de Oloye Omoafaiyá, há 26 anos.Quando jovem tinha muita curiosidade a respeito dos assuntos espirituais e ficava aborrecido quando suas perguntas eram respondidas de forma evasiva, o que aumentava seu desejo de conhecimento. Certo de que seria capaz de alcançar seus objetivos pesquisou e estudou profundamente a cultura Yorubá. Passava longas horas debruçado sobre livros, onde aprendia não só o dialeto, mas também cânticos, toques e danças gestuais, além do culto a Ori. Uma cultura a parte, intrigante e complexa. O culto a Ori é uma prática pouco difundida na própria cultura afro-brasileira, pois confunde-se com o culto aos Orisás.Apresentaremos aqui o resultado de anos de trabalho de Henrique Omoafaiyá para que nossos internautas conheçam como é cultuado o Ori e seus diversos segmentos dentro do culto afro-brasileiro.